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Guia · Geladeiras

Geladeira inverter ou convencional: o que a etiqueta mostra

Responsável editorial: Pedro Matheus Soares Silva.

Em 30 segundos

  • O tipo de compressor vem da página do fabricante, não da etiqueta nem do Inmetro.
  • Ficha sem informação do compressor não é convencional, e grupos pequenos não viram conclusão.
  • Escalas 2022 e 2025 não se misturam; um par do mesmo fabricante não generaliza.
Neste guia

Das 323 fichas do catálogo, 210 trazem compressor inverter declarado pelo fabricante, 10 trazem convencional declarado e 103 não informam o tipo. No catálogo, o tipo de compressor vem das páginas dos fabricantes, não da etiqueta nem do Inmetro, e os dados não permitem concluir quanto um tipo gasta a menos que o outro.

Sem informação não é convencional

Quando a ficha não diz o tipo de compressor, ela fica como sem informação. Não tratamos esse silêncio como convencional.

O que é o compressor inverter e o que o fabricante declara

O compressor é a peça que faz o fluido refrigerante circular. Em geral, os fabricantes descrevem o convencional como o que liga e desliga, e o inverter como o que ajusta a rotação do motor. Nas páginas dos fabricantes, o campo aparece com nomes como “Tecnologia Inverter: Sim” ou “Não”.

Cada fabricante também atribui benefícios ao inverter, e cada um descreve os seus à sua maneira. Este guia não verifica nenhuma dessas alegações. Ele mostra só o que o catálogo registra: o tipo declarado e o consumo da etiqueta de cada ficha.

A etiqueta traz o consumo em kWh por mês e a classe, cada um numa escala. O tipo de compressor entra no catálogo por outro caminho: nenhuma ficha o obtém da etiqueta ou da tabela do Inmetro; todas as 220 fichas com tipo declarado o tiram da página do fabricante. Das 323 fichas, 270 têm consumo (106 na escala 2025, 127 na escala 2022, 3 na tabela antiga A-E e 34 com a edição da etiqueta não identificada); as tabelas abaixo usam só as das escalas 2025 e 2022.

Como ler: mediana é o valor do meio das fichas do grupo; faixa vai do menor ao maior consumo. Cada linha mistura capacidades, formatos e marcas. É uma descrição do catálogo, não uma comparação entre modelos. Grupos com menos de 10 fichas aparecem como dado insuficiente.

Escala 2025: consumo na etiqueta por tipo de compressor declarado
CompressorFichasMediana (kWh/mês)Faixa (kWh/mês)
Inverter declarado8028,013,0 a 45,9
Convencional declarado4Dado insuficiente (menos de 10 fichas): sem estatística
Sem informação do compressor2228,413,1 a 46,0
Escala 2022: consumo na etiqueta por tipo de compressor declarado
CompressorFichasMediana (kWh/mês)Faixa (kWh/mês)
Inverter declarado7542,015,4 a 78,1
Convencional declarado3Dado insuficiente (menos de 10 fichas): sem estatística
Sem informação do compressor4951,413,4 a 71,0

As escalas 2022 e 2025 têm regras diferentes e nunca se misturam: por isso são duas tabelas, e os números de uma não se comparam com os da outra. Outras 37 fichas com consumo (3 da tabela antiga A-E e 34 sem edição identificada) ficam fora de qualquer comparação.

Por que o catálogo não permite concluir que um tipo gasta menos

  • Poucos convencionais declarados. São 10 fichas no catálogo todo; 4 na escala 2025 e 3 na escala 2022. É pouco para formar um grupo comparável.
  • Os grupos misturam marcas, formatos e capacidades. A mediana de um grupo não isola o compressor.
  • As escalas não se misturam. Consumo de 2022 e de 2025 não se compara, nem entre os tipos de compressor.
  • Sem informação não é convencional. As 103 fichas sem o tipo não entram como convencionais em nenhuma conta.
  • Mediana não é causa. Dois grupos com medianas diferentes não mostram que o compressor causou a diferença.

Por isso, o guia não calcula percentual de diferença entre os tipos e não reproduz promessas de fabricante.

Par do mesmo fabricante

Para olhar de perto, buscamos pares do mesmo fabricante, da mesma edição da etiqueta, com um modelo de compressor inverter declarado e outro de convencional declarado, ambos lidos num campo de especificação do fabricante. Este é o único par que conferimos até agora; podem existir outros que ainda não conferimos.

Electrolux: Electrolux TF71 e Electrolux IT70

ModeloCompressor declaradoConsumo na etiqueta (escala 2025)Capacidade declarada
Electrolux TF71Convencional28,1 kWh/mês
página do fabricante
481 L (líquida (fabricante))
Electrolux IT70Inverter25,0 kWh/mês
página do fabricante
481 L (líquida (fabricante))

O Electrolux TF71 (convencional declarado) informa 28,1 kWh/mês e o Electrolux IT70 (inverter declarado), 25,0 kWh/mês, os dois na escala 2025. A capacidade declarada é a mesma, 481 L (líquida (fabricante)). Um par não generaliza: a ficha não isola os outros pontos em que os dois modelos diferem.

Como conferir no modelo que você vai comprar

  1. Abra a página do fabricante e procure o campo do compressor (“Tecnologia Inverter” ou “Compressor”). Ele costuma estar na ficha técnica, não na etiqueta.
  2. Se o nome do produto diz “inverter” e a ficha técnica não confirma, trate como não confirmado.
  3. Na etiqueta do aparelho, confira o modelo, a tensão, o consumo em kWh/mês e a escala da classe.
  4. Compare consumos só entre etiquetas da mesma escala. Veja como ler a etiqueta de energia.
  5. Coloque os modelos lado a lado na comparação, que mostra a fonte e a escala de cada dado.

Limites deste guia

  • Não afirmamos que um tipo de compressor gasta mais ou menos que o outro, nem quanto.
  • Não tratamos ficha sem informação como convencional.
  • Não tratamos de custo de compra, de conta de luz, de barulho nem de vida útil do aparelho.
  • Não comparamos consumo entre as escalas 2022 e 2025.
  • Os números descrevem o catálogo de hoje e mudam quando fichas entram ou saem.

Fonte: tipo de compressor lido nas páginas dos fabricantes, coleta de 25/09/2026; consumo e classe da etiqueta, pela página do fabricante ou pela tabela do Programa Brasileiro de Etiquetagem (Inmetro), com a origem de cada valor na ficha. Contamos fichas, não modelos: versões de 127 V e de 220 V do mesmo aparelho contam separadas. Não é recomendação de compra. Veja a metodologia.

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